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As «Crónicas» em Livro

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  COMO COMPRAR? Este livro é uma edição Print-On-Demand (impressão a pedido), pelo que os interessados só poderão adquiri-lo através da internet . O preço de cada exemplar é de 25,10€ + portes . Comprar em BOOK MUNDO ou FNAC.pt SINOPSE / APRESENTAÇÃO O presente volume é composto de 527 páginas e de mais de uma centena de ilustrações a cores (mapas, fotografias, documentos, tabelas, etc.). Reúne um conjunto alargado de artigos e ensaios historiográficos sobre o passado do território, da população e do património do actual concelho de Paredes. Como resultado de vários anos de investigação - em bibliotecas e arquivos públicos e privados, recolha de testemunhos, revisão e análise bibliográfica, etc. -, são trazidas a público novas e importantes informações de natureza histórica local, bem como propostas de novas interpretações sobre algumas matérias já tratadas historiograficamente.   De forma metodológica, sintética e com recurso a uma linguagem tão clara e simplificada quan...

As Lendas da Senhora do Salto

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O facto de colocarmos no título o substantivo «lenda» no plural torna, desde logo, evidente, a assunção da existência de pelo menos duas, ou até mais, narrativas de pendor tradicional associadas ao culto mariano do lugar do Salto, na freguesia de Aguiar de Sousa. E, com efeito, assim é. Todavia, importa começar por se fazer a diferenciação entre lendas distintas e «variantes» de uma mesma lenda, consistindo estas em versões pontualmente dissonantes de um mesmo quadro narrativo. Na edição de 18 de Outubro de 1874 do jornal O Primeiro de Janeiro , foi publicado um poema do naturalista Augusto Luso da Silva, a respeito de uma lenda que o próprio dizia ter ouvido, três anos antes, «nas margens do rio Sousa». Em traços gerais, consiste na epopeia de um cavaleiro, que persegue uma lebre até junto de um precipício, ao que se segue uma inevitável queda, uma piedosa e desesperada invocação de Nossa Senhora e, por fim, o milagre da desejada salvação. Isto testemunhado, claro está, pela marca das...

A Contribuição do Clero de Paredes para a Guerra contra os Turcos (séc. XVIII)

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No início de setecentos, o Papa Clemente XI (1649-1721) sentia-se ameaçado pelo avanço mediterrânico das tropas turcas. Essa manifesta preocupação, ou mesmo aflição, face aos ímpetos do poderoso inimigo, traduzir-se-ia em apelos insistentes junto da cristandade para a obtenção de auxílio na defesa de Itália e, em particular, da cidade de Roma. Como provável sinal de que o espírito cruzadístico contra os mouros permanecia ainda bem presente no imaginário da sociedade portuguesa do século XVIII, bispos e demais membros do clero secular e regular, responderiam positivamente e sem hesitações à chamada pontifícia. A 27 de Fevereiro de 1716, D. Tomás de Almeida, prelado titular da Diocese do Porto, emite uma pastoral onde refere que «(…) tendo o nosso Santíssimo Padre notícia dos seus [dos Turcos] perversos intentos que pretendem executar por mar com uma armada de quatrocentas naus e por terra com um poderoso exército, encaminhando uma e outras forças à Itália e principalmente aos Estados da...

Paredes e a Guerra Civil (1832-1834) - IV

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Em Maio de 1834, a guerra termina com a Convenção (ou Concessão) de Évora-Monte, formalizando a rendição incondicional das forças de D. Miguel. Um dos «convencionados» miguelistas, i.e. perdoado ou amnistiado pelo acordo, foi o então comandante da 1ª Companhia de Granadeiros do Regimento nº 11 de Infantaria, João Correia Pacheco Pereira de Magalhães, pai de José do Barreiro, autor da Monografia de Paredes (Leal, 1878:13). Importa, por isso, deixar aqui uma breve nota biográfica. Nasceu na freguesia de Mafamude, Vila Nova de Gaia, a 27 de Setembro de 1811. Casou com Maria Adelaide da Cunha Teixeira de Vasconcelos de Portocarrero, da Casa do Barreiro, freguesia de Madalena, concelho de Paredes. O casal teve doze filhos, entre eles o já citado autor da Monografia , merecendo ainda menção particular António Correia de Portocarrero Teixeira de Vasconcelos, militar e destacado político republicano, a quem, de resto, Paredes deve a manutenção de Lordelo no seu concelho ( vide Paredes e a Pr...

Paredes e a Guerra Civil (1832-1834) - III

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Nos assentos da paróquia de Vandoma ficou também, para memória, o registo da morte de um soldado miliciano daquela localidade. Ao que tudo leva a crer, estando gravemente ferido, fora levado para o Mosteiro de Paço de Sousa, onde havia sido instalado um hospital de campanha (ADP, Reg. Par. Óbitos, Vandoma, fls.105v.): «Em o dia 11 para 12 de Fevereiro de 1833 faleceu no Hospital Militar estabelecido no Mosteiro de Paço de Sousa José Coelho Raiva casado com Miquelina Dias do lugar de Aldeia desta minha freguesia de Santa Eulália de Vandoma com testamento tinha de idade trinta e seis anos, era miliciano, e foi ali sepultado e para constar fiz este termo era ut supra digo fiz este termo aos 24 dias do dito mês e ano. O Abade José Pinto de Almeida.» Em Março de 1833, um soldado aquartelado em Paredes morre vítima não das balas, mas de doença (ADP, Reg. Par. Óbito, Castelões de Cepeda, 1833, fls. 230): «António Teixeira da Silveira, soldado voluntário Realista do Batalhão dos Voluntários d...

Paredes e a Guerra Civil (1832-1834) - II

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Depois dos combates de Paredes e Penafiel, o Visconde de Santa Marta, oficial absolutista, atravessa o Douro, passa as «elevadas serras» de Aguiar de Sousa e, pelas 16h do dia 20 de Julho de 1832, acampa com milhares de homens em Recarei. Esta movimentação de militares, pela sua magnitude e adivinhável aparato, não pôde, obviamente, ter passado despercebida à população do sul do actual concelho paredense. Já para não falar das consequências da necessidade de abastecimento e acomodação das tropas, que para tal não hesitavam em «requisitar» víveres e bens aos locais, embora não tenhamos, por ora, notícia de qualquer Comissão de Liquidação de Perdas e Danos constituída no concelho de Aguiar de Sousa, à semelhança de o que se verificou noutros municípios. O Visconde comandava uma Brigada, três esquadrões de cavalaria, quatro peças de artilharia e um batalhão de realistas de Viana (Gazeta de Lisboa n.º174, 25/07/1832). A Grande Enciclopédia aponta para «10 mil homens, quatro esquadrões de...